- Empresas de criptomoedas no Reino Unido afirmam que o anúncio da FCA afetará ligeiramente seus negócios.
- Muitos investidores podem até mesmo migrar para corretoras offshore para negociar derivativos de criptomoedas.
Muitos entusiastas de criptomoedas ficaram tristes com o recente anúncio da Autoridade de Conduta Financeira (FCA) do Reino Unido, que informou sobre a proibição da venda de derivativos de criptomoedas para investidores de varejo no país. No entanto, muitos especialistas e empresas que oferecem serviços de criptomoedas no país afirmaram que a proibição do órgão regulador pode ter um impacto menor no mercado de criptomoedas.
A FCA proibiu derivativos de criptomoedas para pequenos investidores
A autoridade reguladora financeira do Reino Unido alertou, em 6 de outubro, que investidores/traders de varejo seriam proibidos de acessar serviços de derivativos de criptomoedas a partir de 6 de janeiro do próximo ano. O anúncio também informou sobre a proibição da venda de ETNs (Exchange-Traded Notes) para esses investidores. A medida, em última análise, surgiu da preocupação da reguladora em proteger os investidores de certos riscos.
No entanto, relatos de hoje indicaram que o anúncio da FCA pode afetar ligeiramente o mercado de criptomoedas do Reino Unido, segundo empresas que operam no país. Inicialmente, os investidores de varejo não estavam proibidos de comprar ou manter moedas digitais em suas carteiras. Além disso, a proibição da FCA não se aplicava a outros investidores profissionais.
As bolsas de valores afirmam que o impacto será mínimo
A IG Index, a CMC Markets e a Crypto Facilities, empresa afiliada à Kraken, estavam entre as corretoras que ofereciam ETNs e derivativos de criptomoedas a esses investidores. A Crypto Facilities, em particular, declarou por meio de seu porta-voz que o anúncio do regulador teria um impacto mínimo em sua plataforma. A IG Index fez uma declaração semelhante, acrescentando que os produtos afetados não representam uma parte significativa de seus negócios.
Entretanto, ainda se presume que alguns desses negociadores interessados em negociar o produto proibido possam recorrer a plataformas offshore para acessá-lo. Nesse sentido, isso poderia expô-los a mais riscos, já que há chances de estarem negociando em plataformas não regulamentadas, de acordo com o CEO do Broctagon Fintech Group, Don Guo.

