Parlamento Europeu propõe inclusão de ICOs em novas regulamentações de financiamento coletivo
A Comissão de Assuntos Econômicos e Monetários do Parlamento Europeu propôs a aprovação de novas regulamentações que abrangem as ofertas públicas iniciais de moedas (ICOs). A proposta está incluída no relatório preliminar elaborado por Ashley Fox, eurodeputado representando o Reino Unido.
Em sua nota que acompanha o relatório preliminar sobre a proposta de regulamentação das plataformas e empresas de financiamento coletivo na Europa, Fox afirmou que a estrutura inclui uma disposição para a regulamentação da venda de tokens. Ele acrescentou que a lei proposta permitirá que as ICOs que desejam comprovar sua legitimidade atendam aos requisitos exigidos pela legislação.
Fox esclareceu ainda que o projeto de lei proposto pode não ser suficiente para regular efetivamente o mercado de ICOs, mas é uma ação muito necessária para a criação de padrões e salvaguardas para o mercado, que se provou uma boa plataforma para startups de tecnologia captarem recursos.
Principais disposições da lei proposta
De acordo com a reportagem da Fox, os provedores de serviços de financiamento coletivo deveriam ter permissão para captar recursos em suas plataformas por meio do uso de determinadas criptomoedas. No entanto, existem certos riscos associados a essas novas e inovadoras formas de financiamento, visto que elas podem ser utilizadas para gerar problemas significativos de mercado, fraude e segurança cibernética para os investidores.
Além disso, a lei proposta parece afetar apenas as ICOs públicas que arrecadam menos de oito milhões de euros. De acordo com a redação da proposta preliminar, as colocações privadas, bem como as ICOs que arrecadam mais de oito milhões de euros e as ICOs que não utilizam uma contraparte, não são obrigadas a cumprir os requisitos.
A lei proposta também exige a criação de plataformas que estabeleçam um limite máximo para projetos de financiamento coletivo e sigam as leis de valores mobiliários aplicáveis.
Segundo Fox, existe realmente uma necessidade de regulamentar o setor, visto que as ICOs atualmente não são regulamentadas, expondo os consumidores a diversos riscos decorrentes de atividades fraudulentas no mercado. Ele acrescentou que a proposta representa uma oportunidade para regulamentar as ICOs.

