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UE e EUA unem forças em promessa histórica contra a China

PorJai HamidJai Hamid
Tempo de leitura: 2 minutos
UE e EUA prometem ação conjunta em relação às preocupações com a China

UE e EUA prometem ação conjunta em relação às preocupações com a China

  • A UE e os EUA anunciaram um compromisso conjunto histórico para combater práticas antimercado e coerção econômica, principalmente direcionadas à China.
  • A decisão surge antes da quarta edição da reunião do Conselho de Comércio e Tecnologia UE-EUA (TTC), em Luleå, na Suécia.
  • Os EUA e a UE planejam coordenar os controles de exportação de "itens sensíveis", incluindo bens com potencial uso militar e semicondutores.

Numa iniciativa histórica, a União Europeia (UE) e os Estados Unidos (EUA) anunciaram um compromisso conjunto para combater práticas antimercado e coerção económica, centradas principalmente na China.

Esta decisão inovadora surge antes da quarta edição do Conselho de Comércio e Tecnologia UE-EUA (TTC), que terá lugar em Luleå, na Suécia, nos dias 30 e 31 de maio.

Altos funcionários, incluindo o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e a vice-dent da Comissão Europeia, Margrethe Vestager, deverão comparecer à reunião.

Abordando a coerção econômica e as práticas não mercantis

Segundo um rascunho de declaração visto pela Reuters, os EUA e a UE trabalharão em conjunto para abordar as preocupações relacionadas a práticas não mercantis e coerção econômica, duas questões que têm sido cada vez mais associadas à China.

O comunicado também mencionou planos para realizar discussões regulares sobre como impedir que suas empresas apoiem tecnologias de concorrentes estratégicos por meio de investimentos no exterior.

Embora a China tenha sido mencionada apenas duas vezes na minuta da declaração, a linguagem utilizada indica que o foco principal está na superpotência asiática.

A UE classificou a China como parceira em algumas áreas, concorrente econômica e rival estratégica. Com uma postura mais agressiva dos Estados Unidos, a União Europeia deverá recalibrar sua política em relação à China e reconhecer a importância da coordenação com os EUA.

Coordenação dos controles de exportação de itens sensíveis

A minuta da declaração também revelou planos para que os EUA e a UE coordenem seus controles de exportação de "itens sensíveis", que incluem bens com potencial uso militar, bem como semicondutores.

Essa medida demonstra uma crescente preocupação com o impacto da influência cada vez maior da China no comércio e na tecnologia globais.

Destacando o setor de dispositivos médicos na China, o documento preliminar afirmou que os parceiros transatlânticos estão "explorando possíveis ações" em resposta à ameaça representada por políticas e práticas não mercantis.

UE e EUA se unem para combater a desinformação e a coerção econômica

Além de abordar as preocupações econômicas, a UE e os EUA também planejam cooperar no combate à manipulação de informações por estrangeiros. Isso inclui a amplificação, por parte da China, de narrativas de desinformação russas sobre a guerra na Ucrânia.

Ambas as partes expressaram seu compromisso em trabalhar com o G7 na coordenação de ações contra atos de coerção econômica, como as restrições comerciais que a China impôs à Lituânia, membro da UE.

Este compromisso conjunto histórico da UE e dos EUA representa um passo significativo para contrariar a influência da China no cenário global.

Enquanto as duas partes se preparam para a próxima reunião do TTC em Luleå, na Suécia, a ênfase na abordagem de práticas não mercantis, coerção econômica e na coordenação dos controles de exportação demonstra um compromisso compartilhado em garantir práticas comerciais globais justas e equitativas.

Ao se concentrarem em áreas como a desinformação e a coerção econômica, os parceiros transatlânticos também estão enviando uma mensagem clara de que não tolerarão tentativas de manipular ou minar a ordem internacional.

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Jai Hamid

Jai Hamid

Jai Hamid cobre criptomoedas, mercados de ações, tecnologia, economia global e eventos geopolíticos que afetam os mercados há seis anos. Ela trabalhou com publicações focadas em blockchain, incluindo AMB Crypto, Coin Edition e CryptoTale, em análises de mercado, grandes empresas, regulamentação e tendências macroeconômicas. Ela estudou na London School of Journalism e compartilhou três vezes suas análises sobre o mercado de criptomoedas em uma das principais redes de TV da África.

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