As empresas de criptomoedas da Estônia, incluindo as corretoras, passarão por uma regulamentação mais rigorosa por parte das autoridades locais, que buscam reprimir as transações financeiras ilegais no país. Recentemente, a Estônia foi citada no maior relatório sobre escândalo de lavagem de dinheiro da Europa.
A Estônia registra aumento de transações financeiras ilegais
Segundo uma reportagem publicada na quinta-feira, uma enorme quantia de dinheiro ilegal, na casa dos bilhões de dólares, foi transacionada para o país através da unidade do Danske Bank A/S na Estônia. Após a mais recente medida das autoridades para impedir tais transações, maior atenção será direcionada às empresas de criptomoedas da Estônia.
Os reguladores temem que muitas empresas de criptomoedas licenciadas na Estônia possam estar usando suasdentpara facilitar transações ilegais; portanto, estão direcionando regulamentações mais rigorosas para o setor de criptomoedas, especialmente para as corretoras de moedas digitais que ajudam os usuários a gerenciar suas criptomoedas, como Bitcoin.
Segundo relatos, os reguladores já cassaram mais de 500 licenças de empresas de criptomoedas na Estônia desde o início deste ano, afirmou Madis Reimand, chefe da Unidade de Inteligência Financeira (UIF) da Estônia. Em entrevista por telefone à Bloomberg, Reimand disse:
Este é um primeiro passo para organizar o mercado, permitindo-nos tratar das questões mais urgentes, autorizando operações apenas para empresas que possam ser submetidas à supervisão e medidas coercitivas da Estônia.
Mais de 900 empresas de criptomoedas na Estônia podem perder suas licenças
Segundo o relatório, a repressão visa principalmente entidades no país que não iniciaram suas operações em pelo menos seis dos seis anos em que receberam licenças. Persiste o receio de que mais de 900 empresas de criptomoedas possam perder suas licenças, visto que não possuem operações no país e seus gestores residem no exterior, afirmou Reimand.
Além disso, os reguladores continuarão a observar um processo mais rigoroso antes de conceder licenças a qualquer empresa. Segundo Andre Nomm, a Estônia concedeu licenças com muita facilidade, o que, por sua vez, criou “credibilidade para alguns esquemas ilícitos”.

