Resumo resumido:
- Os cartéis latino-americanos agora estão usando criptomoedas para ocultar e lavar dinheiro.
- As autoridades mexicanas solicitaram mais recursos para poderem trace impedir transações suspeitas com criptomoedas.
Criminosos em países da América Latina estão usando moedas digitais como Bitcoin (BTC) para evadir ou ocultar suas atividades ilegais. Especialmente no México, as autoridades locais informaram que organizações criminosas no país estão adotando cada vez mais moedas digitais para lavar dinheiro obtido ilicitamente. Já existem medidas de segurança para coibir a lavagem de dinheiro com criptomoedas; no entanto, a unidade de inteligência financeira mexicana afirmou que não há pessoal suficiente para combater os criminosos.
Lavagem de criptomoedas na América Latina
Santiago Nieto, chefe da unidade de inteligência financeira mexicana, destacou como os criminosos reestruturaram seus esquemas de lavagem de dinheiro para evitar levantar suspeitas em instituições bancárias ou corretoras de criptomoedas. Segundo reportagem da Reuters, traficantes de drogas e outros criminosos lavam dinheiro obtido ilegalmente depositando pequenas quantias em diferentes bancos – bem abaixo de US$ 7.500, limite que pode gerar suspeitas.
Com esses fundos, eles compram pequenas quantidades de Bitcoin em corretoras de criptomoedas, de onde podem transferir facilmente o dinheiro para outros países da América Latina. No que diz respeito às corretoras, as autoridades mexicanas promulgaram uma lei que exige que as corretoras do país reportem transações acima de US$ 2.800. A regulamentação foi criada para ajudar as autoridades a combater a lavagem de dinheiro com moedas digitais e tem se mostrado eficaz.
São necessários mais recursos para deter os cartéis latino-americanos.
Embora essas medidas de segurança nas corretoras e nos bancos estejam se mostrando eficazes, pelo menos em certa medida, Rolando Rosas, da Unidade de Investigações Cibernéticas, afirmou que são necessários mais recursos para combater efetivamente as atividades de lavagem de dinheiro. Ele reclamou que a unidade cibernética conta com apenas cerca de 120 funcionários, o que representa apenas um quarto da força de trabalho necessária para coibir transações ilícitas com Bitcoin.

