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O Digital Currency Group se opõe ao acordo da Genesis com a Assembleia Geral de Nova York

PorJai HamidJai Hamid
Tempo de leitura: 2 minutos
O Digital Currency Group se opõe ao acordo da Genesis com a Assembleia Geral de Nova York
  • O Digital Currency Group se opõe a um acordo entre sua subsidiária Genesis e a Procuradoria-Geral de Nova York, apresentado em 21 de fevereiro.
  • A objeção critica o acordo por basear os pagamentos aos credores na avaliação dos ativos na data da distribuição, em vez da data do pedido de falência, contrariando o Código de Falências.
  • A DCG argumenta que o acordo beneficia injustamente os credores sem garantia em detrimento dos credores com garantia e dos acionistas, como a própria DCG.

O conflito entre o Digital Currency Group (DCG) e o Gabinete do Procurador-Geral de Nova Iorque (NYAG) sobre um acordo envolvendo a subsidiária falida do DCG, a Genesis, tomou um novo rumo. Em 21 de fevereiro, o DCG apresentou uma objeção formal ao acordo, questionando sua conformidade com o Código de Falências e levantando preocupações sobre o tratamento dado aos credores e acionistas.

A principal queixa da DCG reside na abordagem do acordo para compensar os credores sem garantia, que se baseia na avaliação dos ativos no momento da distribuição. Esse método diverge da prática tradicional de falências, que normalmente determina os pagamentos com base na avaliação dos ativos na data do pedido de falência. A objeção aponta que tal divergência não apenas contradiz as decisões da Suprema Corte dos Estados Unidos, que estabelecem que os acordos não devem violar o Código de Falências, mas também pode prejudicar os credores com garantia e os acionistas, incluindo a própria DCG.

Segundo a DCG, o acordo efetivamente a marginaliza, ao alocar todo o valor residual da massa falida da Genesis aos credores sem garantia, após o pagamento destes. Essa medida, argumenta a DCG, a priva da oportunidade justa de participar da distribuição dos ativos remanescentes da massa falida, prejudicando sua posição como credora e detentora de participação acionária. Como única detentora de participação acionária na Genesis, a DCG se encontra na posição de credora com garantia, posição que, em sua opinião, deveria lhe conferir certas proteções e considerações no âmbito do acordo.

A DCG critica ainda o acordo por ter sido elaborado às pressas e envolto em sigilo, sem a devida consideração dos méritos das reivindicações ou uma tentativa de garantir o melhor acordo possível para o espólio. Isso, segundo eles, indica uma falta de diligência por parte da Genesis na avaliação das opções para resolver as reivindicações e maximizar o valor do espólio para todas as partes envolvidas.

A objeção surge no contexto de um processo movido pela Procuradoria-Geral de Nova York (NYAG) contra a Genesis, a DCG e a corretora de criptomoedas Gemini em outubro. O processo acusa as partes de fraudarem investidores por meio do programa Gemini Earn, uma parceria entre a Genesis e a Gemini. A suspensão dos saques pela Genesis em novembro de 2022 e o subsequente pedido de falência em janeiro de 2023 complicam ainda mais a situação, levantando questões sobre a gestão financeira da empresa e suas implicações para credores e investidores.

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Jai Hamid

Jai Hamid

Jai Hamid cobre criptomoedas, mercados de ações, tecnologia, economia global e eventos geopolíticos que afetam os mercados há seis anos. Ela trabalhou com publicações focadas em blockchain, incluindo AMB Crypto, Coin Edition e CryptoTale, em análises de mercado, grandes empresas, regulamentação e tendências macroeconômicas. Ela estudou na London School of Journalism e compartilhou três vezes suas análises sobre o mercado de criptomoedas em uma das principais redes de TV da África.

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