Como frequentemente se diz em muitos filmes americanos, os Estados Unidos não negociam com terroristas.
A estratégia funcionou recentemente para a Argentina, . O país foi alvo de um ataque de cibercriminosos, mas as autoridades lidaram com a situação sem problemas.
A agência nacional de migração da Argentina foi obrigada a interromper suas operações em decorrência de um ataque cibernético. A paralisação durou até que o controle das redes de computadores e dos dados dos escritórios fosse restabelecido.
Os cibercriminosos – após obterem o controle dos arquivos criptografados – exigiram um resgate em Bitcoin para devolver os dados em segurança ao órgão governamental.
"Pague em Bitcoin ou pague com dados perdidos" parecia ser o lema dos cibercriminosos. O país, no entanto, resistiu e se recusou a compactuar com o ato terrorista.
Segundo informações, o ataque foi contido, de acordo com as autoridades reguladoras.
O que aconteceu? Argentina vs. Cibercriminosos
A Direção Nacional de Migração da Argentina, em comunicado divulgado no mês passado, revelou ter sofrido um ataque cibernético. Além disso, explicou que alguns de seus serviços, incluindo o controle de fronteiras, foram interrompidos.
O Sistema Integral de Captura Migratória (SICaM) que opera nas etapas internacionais é particularmente afetado, o que ocasionou retrocessos no ingresso e saída no território nacional.
— Migrações (@Migraciones_AR) 27 de agosto de 2020
A direção nacional explicou que o Sistema Integrado de Captura de Migrantes (SICaM) – utilizado para facilitar as travessias internacionais – foi “particularmente afetado” pelo ataque. O ataque causou perturbações nas entradas e saídas do país.
No entanto, afirmaram que as infraestruturas críticas da agência não foram tão afetadas. Os hackers não conseguiram acessar as informações pessoais ou corporativas gerenciadas por ela.
As autoridades ainda estão investigando o ataque para descobrir a origem e os responsáveis. No entanto, relatos locais na Argentina indicam que o ataque foi realizado por um grupo de hackers que utiliza o ransomware Netwalker.
Segundo relatos, outras ameaças também foram enviadas às diretorias de Migração, instruindo-as a não tentar descriptografar os arquivos. Essa instrução foi dada por receio de que os arquivos pudessem ser danificados e se tornassem irrecuperáveis.
Ataques cibernéticos anteriores contra órgãos governamentais
Este ataque à Direção Nacional de Migração da Argentina não é o primeiro ciberataque contra um órgão governamental. Anteriormente, países como Noruega, Estados Unidos e Canadá já foram atacados em circunstâncias semelhantes.
Há algumas semanas, o Parlamento da Noruega anunciou ter sido alvo de um ataque cibernético. Durante o ataque, contas de e-mail de funcionários e membros do Partido Trabalhista da Noruega foram invadidas.
Os Estados Unidos também estão investigando a interferência russa nas próximas eleições.

