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Criminosos cibernéticos faturam mais de US$ 1,5 trilhão, segundo relatório

PorSaad B. MurtazaSaad B. Murtaza
Tempo de leitura: 2 minutos
Criminosos cibernéticos faturam mais de um trilhão, segundo relatório

Crimes cibernéticos são um tema muito discutido no mundo da tecnologia e das criptomoedas. Mas os ganhos dos cibercriminosos são algo que raramente vemos divulgado, devido à própria natureza desse negócio.

Segundo uma pesquisa recente do aplicativo de navegação privada Atlas VPN, fatos surpreendentes foram revelados, incluindo a constatação de que criminosos estão lucrando mais do que corporações bilionárias, incluindo gigantes da tecnologia. O relatório revelou que os cibercriminosos estão ganhando dinheiro justamente quando o cryptojacking se torna o mais recente crime cibernético envolvendo criptomoedas, que está em ascensão.

Estatísticas de ganhos de cibercriminosos

Pesquisadores da Atlas VPN descobriram que, com a ajuda de ataques cibernéticos, os criminosos estão faturando mais de US$ 1,5 trilhão anualmente, o que é três vezes mais do que o Walmart fatura por ano, que é de US$ 514 bilhões.

Ao analisar os ganhos dos cibercriminosos, fica evidente que o cibercrime é mais lucrativo do que a tecnologia empregada para cometê-lo. Essa impressão se torna ainda mais clara quando se considera que a receita combinada de gigantes da tecnologia como Apple, Amazon, Tesla, Facebook e Microsoft atingiu US$ 761 bilhões em 2019.

A diretora de operações (CEO) da Atlas VPN, Rachel Welch, afirma que, considerando todos os fatores, desde os custos de entrada relativamente baixos até os lucros extremamente altos, o cibercrime exerce uma preferência especial entre os criminosos. Portanto, espera-se que o cibercrime atinja novos patamares este ano.

De acordo com o relatório, o cibercrime lucrativo se divide em cinco estágios diferentes, desde ransomware até cibercrime como serviço, passando por comércio de dados e segredos comerciais, e de roubo de propriedade intelectual a mercados online ilícitos.

O ransomware gera cerca de US$ 1 bilhão por ano para seus hackers, enquanto o cibercrime como serviço rende ao seu "provedor de serviços" cerca de US$ 1,6 bilhão anualmente.

Quanto ao comércio de dados, a Dark Web é o ponto central dessas atividades ilícitas e, em termos de receita, um criminoso pode faturar até US$ 160 bilhões por ano vendendo dados pessoais, como informações bancárias e dados extremamente privados. Eles chegam a usar personas públicas para garantir que seu grupo tenha uma boa reputação nesse ambiente.

Imagem em destaque por Cryptopolitan

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Saad B. Murtaza

Saad B. Murtaza

Jornalista, escritor, editor, pesquisador e estrategista com mais de 10 anos de experiência nas áreas digital, impressa e de relações públicas, Saad trabalha com o mantra da criatividade, qualidade e pontualidade. Em seus últimos anos de vida, ele promete construir um instituto autossustentável que ofereça educação gratuita. Com um portfólio diversificado, ele estudou e escreveu sobre temas relacionados a crimes cibernéticos, golpes, blockchain e criptomoedas.

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