Uma mulher paquistanesa-americana confessou ter usado Bitcoin para financiar o temido Estado Islâmico a partir da Síria, segundo relatos da mídia. Zoobia Shahnaz admitiu, no tribunal de Central Islip, em Nova York, ter cometido fraude com cartões de crédito e empréstimos para adquirir Bitcoinem uma operação que envolveu unidades na China, Turquia e Paquistão.
Em um acordo judicial, Shahnaz admitiu ter arrecadado fundos por meio de fraude com cartões de crédito. Ela converteu esse cash em Bitcoin e outras moedas digitais para enviar ao grupo Estado Islâmico e ao Levante, conforme relatado. O Estado Islâmico foi classificado como um grupo militante de guerrilha pelas Nações Unidas e por diversos países.
Shahnaz foi detida pela Força-Tarefa Conjunta de Combate ao Terrorismo (JTTF) em julho de 2017. Ela foi presa no Aeroporto de Nova York quando estava com uma passagem aérea para a Turquia. Ela pretendia voar da Turquia para a Síria. As autoridades disseram que ela entrou nos EUA com um visto utilizado por parentes de cidadãos americanos e, posteriormente, tornou-se cidadã americana.
O relatório demonstra que Shahnaz trabalhava como técnica de enfermagem em um hospital de Nova York. Ela recebeu um adiantamento ilegal de US$ 22.500 e também obteve vários cartões Visa com os quais arrecadou fundos para comprar Bitcoin e outras criptomoedas no valor de US$ 62.000. Ela transferiu o cash para o Estado Islâmico e outros grupos militantes da China, Turquia e Paquistão que atuavam em conjunto com o ISIS.
Enquanto enviava cash para o opressor gorila, ela também lia as propagandas deles na internet. “[… ] em diversos sites e fóruns de discussão relacionados à jihad brutal, bem como em redes sociais e páginas de notícias de conhecidos olheiros, facilitadores e agentes do Estado Islâmico”, afirmaram as autoridades policiais em seu relatório.
Em dezembro, o advogado de Shahnaz, Steve Zissou, disse à Rádio Pública Nacional (NPR) que ela havia trabalhado como voluntária na Sociedade Médica Sírio-Americana e testemunhado em primeira mão a situação difícil das pessoas deslocadas. "Seus esforços filantrópicos, tanto naquele momento quanto posteriormente, foram motivados por seu compromisso em amenizar o sofrimento da população no Oriente Médio", acrescentou ele.
Mulher americana confessa financiamento do Estado Islâmico com criptomoedas