Resumo TL;DR
- As CBDCs estão se tornando cada vez mais populares.
- Muitos países estão considerando a adoção de CBDCs (Moedas Digitais de Banco Central).
- O FMI prevê uma reserva digital global.
Como será o futuro de uma CBDC?
Tem havido muitas notícias sobre moedas digitais de bancos centrais (CBDCs). Os bancos estão numa encruzilhada. Devido à crescente adoção de criptomoedas, os bancos têm de decidir se entram no mundo cripto ou se lutam para sobreviver.
Bitcoin, lançado há 12 anos, teve um aumento tão grande em popularidade que seu preço continuou a subir. Graças ao BTC, muitas outras criptomoedas surgiram.
O Bitcoin trouxe consigo a tecnologia blockchain. Desde então, a blockchain foi inovada a ponto de ser capaz de realizar feitos extraordinários.
Carteiras e corretoras de criptomoedas surgiram em grande número para ajudar a manter as criptomoedas seguras, bem como para convertê-las em cash.
O mundo emergente das criptomoedas representa uma ameaça para os bancos, pois o Bitcoin existe para substituir a moeda de reserva. Como diz o ditado, se não pode vencê-los, junte-se a eles.
Uma CBDC utiliza a tecnologia blockchain para criar uma moeda digital que, assim como as criptomoedas, substitui a moeda fiduciária. A única diferença entre CBDCs e criptomoedas é que as primeiras são emitidas para serem centralizadas e regulamentadas por uma autoridade monetária.
A moeda digital de uma CBDC passa a representar a moeda de um país.
Quem está adotando um e por quê?
Muitos países anunciaram que lançarão uma CBDC (Moeda Digital do Banco Central), mas a China parece estar à frente nesse quesito. A China já lançou um yuan digital e tem obtido sucesso até o momento.
Outros países, como Canadá, França e Austrália, declararam que estão a caminho de lançar suas próprias criptomoedas. Muitos outros ainda estão ponderando sobre o caminho das criptomoedas.
O Fundo Monetário Internacional
As altcoins não só impactaram as CBDCs (Moedas Digitais de Banco Central), como também podem fazer com que o dólar perca sua influência. O Fundo Monetário Internacional divulgou um relatório sugerindo que, em breve, o dólar não poderá mais ser a moeda de reserva dominante.
O FMI está propondo que os países recorram às stablecoins. Stablecoins são criptomoedas atreladas a qualquer tipo de moeda.
O FMI sugeriu que, embora a demanda por stablecoins possa impulsionar a popularização das moedas fiduciárias, isso é menos provável. O mais provável é que haja mais de uma principal moeda digital de reserva. O que o FMI está prevendo é um mundo onde todos usam moedas digitais.
É muito provável que as moedas digitais de banco central (CBDCs) deixem de ser apenas uma ideia e se tornem algo que os bancos coloquem em prática. Os bancos devem se sentir ameaçados pelo crescimento das criptomoedas, pois, se elas dominarem o mercado, a moeda fiduciária perderá sua utilidade.
Se os bancos quiserem sobreviver no cenário digital emergente, provavelmente adotarão a CBDC (Moeda Digital do Banco Central) e explorarão seus benefícios. Há muito dinheiro a ser ganho operando como uma corretora nesse crescente mercado digital, bem como encontrando maneiras de manipular a blockchain e compartilhar seu poder com outros.
Os países podem se beneficiar de um mundo com CBDCs, pois isso lhes dá acesso a um universo digital com mais possibilidades. As criptomoedas são um caminho que os bancos podem seguir para deixar para trás, de uma vez por todas, seu passado conturbado.

